Submarino Amarelo

Vontade de escrever...

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lunes, mayo 25, 2009
 

Wilson Simoninha - Melhor


Mudanças


Resolvi juntar tudo nesse lugar:
o blog, fotolog, tudo sobre minha vida!

acessem: http://web.me.com/rodrigopinto1980


Abraços
O Capitão




martes, abril 14, 2009
 



se você pensa - Roberto Carlos




Meus assombros



Parece-me que as pessoas ainda costumam acreditar que a humanidade está em franco progresso. Eu ando desiludido... pelo menos no campo educacional. Os colégios nos ensinam mais matemática e física... somos os melhores em qualquer olímpiada do gênero, mas o mesmo que debulham uma equação de 3o. ou 18o. grau é o mesmo que não lembra quem foi Hitler, quem foi Castelo Branco, quem foi Guevara, Fidel, não sabem quem são as FARCs e o que elas querem de verdade (não me fale do que você escutou e viu na televisão).

As Escolas são um terror. Meu pai disse para mim outro dia, tinha aula de inglês, francês, latim, música, filosofia... estudei minha vida no colégio público do governo do estado e meus professores eram os autores dos livros didáticos utilizados no sistema educacional pernambucano. Tudo bem, você pode até contestar a qualidade do material, ou das aulas... mas eu não lembro de ter tido cadeira de latim, duas linguas estrangeiras, artes e música como disciplina obrigatória e que reprovasse. Quando alguém falava no Colégio Batista em ser reprovado em Filosofia, Sociologia ou Educação Física diziam logo que era impossível. E, reprovava-se a idéia de reprovar alguém nesse tipo de disciplina. Mas por que?!

Conheci na faculdade inumeras pessoas que passaram para os melhores cursos psicologia, comunicação social, medicina, odontologia que nunca leram nada além dos livros paradidáticos do vestibular, ou quando muito se aventuraram, conheceram Paulo Coelho. Escutei de uma turma de um bom colégio local, que todos hoje estão bem de vida, social e financeiramente, que Jangada de Pedras era apenas uma história de cachorros latindo. E, provavelmente, vossa capacidade de leitura não passou disso até hoje.

Descobri que ter razão não basta... descobri que tentar dar aula e dizer coisas bonitas para conscientizar aqueles que já estão na ignorância não me cabe mais. Aprendi que é melhor aceitar que as pessoas não querem mudar. E, por isso, vivo hoje, apenas tentando mudar o meu mundo. Aceito que caminhamos para a Idiocracia, que, provável, eu seja um. Todavia, hoje, só me relaciono ou quero conhecer pessoas que não querem saber de calculos de matemática ou leis da física.

Sou um crapula, pois, toda vida que conheço alguém já os relaciono pelo que lêem, o que escutam, o que vêem e onde andam... sempre pergunto discretamente sobre isso... sempre julgo minhas companhias inicialmente por conta disso. Não por querer ser melhor ou pior... apenas para conviver com as pessoas que parecem comigo.

Eu apenas queria que o mundo fosse um pouquinho melhor, e quando eu conhecesse alguém as coisas não fossem tão obvias... estou ficando triste com as pessoas... estou me decepcionando comigo mesmo! Latim não é necessário saber... mas saber quem foi Hitler ao invés de uma sentença matemática isso é essencial (Não ache que estou exagerando, essa foi uma dúvida que tive tirar de uma ex-aluna minha que queria fazer medicina).

Pois bem... a educação é a profissão que eu mais me afasto todos os dias... pois não consigo ver soluções. Já escutei de professores famosos de pré-universitários que a aula que ele dava era de acordo com o valor da sua hora/aula. Ele dizia, quem paga mais, recebe maior carga de conhecimento. Pena que ele só ensinava fórmulas para cálculos físicos... nunca ensinou ninguém a pensar. Ele também, nunca pensou!

Parabéns a todos aqueles que conseguem conviver com o mundo em que vivemos!



Abraços,
O Capitão


ps.: foda-se a revisão ortográfica desse texto! sem paciência!!!




domingo, abril 12, 2009
 


A cada temporada eu resolvo reescrever aqui, para quem sabe passar mais um tempo sem olhar para blogS!

Essa semana resolvi vasculhar blogs alheios, saindo pelos orkuts e vendo quem tinha blogs... sempre detestei blogs muito bem compostos, com tons muito intelectuais... porque sempre não tem muito o que dizer. Apenas obviedades... mas sempre amei blogs com textos simples, que trouxesse para mim um mundo novo.

Essa semana foi encantadora, descobri um blog bacana, de uma garota que escreve bem e diz coisas tranquilas... resolvi li e adorei. Nessa onda, ontem encontrei com meu primo, e ele me disse algo que me tocou... na vida temos que fazer uma escolha de fato, ser feliz ou ter razão. Talvez é por isso que ando distante da minha sonhada paz... talvez seja por isso que não consigo escrever contos como de Antônia, ou textos meigos quantos o que andei lendo no blog da garota....

Espero que amanhã, quando eu acordar, consiga estar inspirado para voltar aqui!



Abraços,
O Capitão!




martes, noviembre 04, 2008
 



Uma temporada de fé...



Hoje, assisti mais uma vez o filme Encontrando Forrester... dizem que a cada leitura temos novas interpretações, novas idéias. Claro, que dentro desse processo, você está carregado de informações das quais você vem vivendo. Eu tenho passado por um turbilhão de sentimentos e numa das passagens do filme eu lembrei de um detalhe importante: vivemos temporadas de fé, cada temporada nós aprendemos e vivemos sentimentos e conhecimentos novos e/ou repetidos. Mas de fato, a cada temporada uma vida se renova. Crescemos.

Eu sentei na mesma mesa do velho café, enquanto a amiga perguntou se poderia sentar também. Levantei-me, puxei a cadeira e ela sentou... falamos sobre a vida, sobre música. Mas quando falava de um antigo amor, de um antigo relacionamento meu, relembrei um sentimento que guardei. É tão bom amar alguém e lembrar desse sentimento como algo que passou em sua vida. Sou feliz de olhar para trás e saber que compartilhei toda minha vida e meu coração com alguém. Sou mais feliz ainda, de perceber que essa temporada se foi, deixa saudades, constrói conhecimento, todavia, como toda temporada ela tem seu fim... nesse caso sem uma preocupação, vencer ou perder.

Estou ansioso por uma nova temporada... novas aventuras... acredito que ela virá. Está vindo... sem preocupações!



O Capitão






domingo, octubre 26, 2008
 



Falsetes II



De fato, viver sozinho não é a melhor condição que alguém queira ter pro resto da sua vida. Não desejo isso para mim, nem pretendo. Contudo, toda vez que relembro dos meus sonhos de criança de ser adulto, eu só conseguia me ver só. Até mesmo já velho, namorando, e até quando por ventura, estive noivo, só consigo ver meu futuro só.

Diz a História Social que só existe história a partir das relações humanas. Viver só seria caminhar para desconfiguração da minha história?

Você pode viver só e não ter ninguém para amar? Acho tão difícil você acreditar nessa possibilidade. Todavia, conheci uma garota que dizia que se sentia bem em estar só. Que não gostava de relacionamentos. Eu já fui assim, na verdade eu só fui assim quando nunca havia me relacionado de fato com alguém. Antes de amar alguém de fato. Depois que você conhece esse sentimento, depois que você vive isso... você passa a procurar por isso. Tenta encontrar isso nas pessoas ao seu redor. As vezes você se engana, as vezes.

Nessa confusão do carinho, do tesão, da amizade, ou da vontade... a linha ténue é perigosa. Carinho porque você agora, depois de conhecer (pois você se relacionou de fato um dia com outra pessoa), quer ter, então o busca. Tesão porque você vê mulheres que te deixam erecto. Mesmo sendo sua amiga. Só que existe a vontade. Esse é o maior de todos os males. A vontade é capciosa, ela vem e vai, sem você ter muito controle. Basta um sorriso diferente, um olhar, ou até mesmo alguém te despertar para aquilo que você nunca se preocupou em ver. Então, devemos ter cuidado ou não.

Vamos ter cuidado em se aventurar em algo bom que possa ocorrer? Eu sempre me surpreendo nas minhas regras. Eu só namoro com mulheres de estatura acima de 1,67m, eu só me apaixono por morenas, tem que ter cabelo liso e curto, olhos claros de preferência. Esse foi o meu modelo desde o dia 27 de dezembro de 1997, reconfirmado em 12 de outubro de 2001. Mas nunca eu consegui ter esse modelo. Na verdade o modelo, no meu caso a modelo foi uma paixão que eu acreditei poder espelhar em outras mulheres. Na primeira data ela andou de montanha russa comigo, na segunda, ela apenas sorriu.




Abraços,
O Capitão





viernes, octubre 24, 2008
 

Falsetes



Falsidade ou apenas viver sozinho? Acredito que a falsidade é um pouco dubia. Não que ela não existe... sim, ela existe. Mas ela faz parte dos sonhos acordados, dos desejos reprimidos, das negações alheias. Ninguém vive só, e viver com seus pares é algo muito complicado. Você mente, você omite, você se engana. Ou você é de um todo honesto consigo e não sofre com a falsidade humana, pois você vai saber quando te soar algo falso, ou você se ludibria com palavras falsas e acredita que é possível viver com esse sentimento pequeno.

Eu não quero viver sozinho, não mesmo, por mais que certas horas me sinta fadado a essa desgraça. Logo eu, pessoa que precisa de sociabilização, ou como diria uma velha conhecida, um tanto demandoso.

Mas o falso não é o não vivido. Desculpe, Caro Danny Husk, mas o sonhos são vividos como sonhos... e como disse certa vez as palavras sábias da frase do dia, do orkut, parafraseando Walter Bagehot: "El mayor placer en la vida es hacer lo que la gente dice que usted no puede hacerlo". Buscamos fazer e viver os sonhos, pois eles existem, eles são os nossos desejos. Viveremos ou não, isso não importa, o importante é desejar. Então, não existe falsete em sonhar. Porque se pensarmos a partir do ponto do ocorrido, do vivido... Dom Quixote estaria complexado agora (Estou maldizendo meu orientador, parafraseando Foucault, mas... foda-se). O que tem de sensato em viver apenas o material? o físico e o real? Não haveriam notas musicais, não haveriam letras em livros de ficção, não haveriam poesias, muito menos letras de música. De fato, tudo soaria falso se eu impetrasse que só existe realidade através do concreto. Do sustentido. Pura modernidade. Mas não é bem assim, certa vez Fernando Faro escreveu:

"É aqui. Prepare-se.
Aqui você vai descobrir um vale encantado
vai chegar na caverna misteriosa
e vai conhecer o estranho laboratório do cientista louco.
E eu queria lhe dizer uma coisa. Não esqueça, filho.
Uma rosa não é uma rosa. Uma rosa é o amanhã,
uma mulher o canto de um homem.
Uma rosa é uma invenção sua.
O mundo é uma invenção sua.
Você lhe dá sentido. Você o faz bonito. Você o cobre de cores.
Um brinquedo, o que é um brinquedo?
duas ou três partes de plástico, de lata...
Uma matéria fria, sem alegria, sem História...
Mas não é isso, não é, Filho?
Porque você lhe dá vida,
Você faz ele voar, viajar...
Vamos, filho.
Sabe que lugar é esse?
É um lugar de sonhos.
Uma casa de brinquedos.
Vamos entrar.

Filosofia infantil em parte, posso dizer que quem se aventurou já velho a ler "o mundo de sofia" acabou por entender uma coisa: nós adultos costumamos a creditar falsidade aquilo tudo que não podemos palpar. Coisas de São Tomé. Enquanto o bom filósofo é o curioso, o sonhador, aquele que está na parte mais alta do pelo do cachorro e entusiasmado por querer conhecer, aprender e cheio de perguntas. Será que ainda nos surpreendemos com o mundo? Será que ainda nos apaixonamos a primeira vista? Será que viramos velhos e chatos e preferimos viver o ceticismo do mundo atual? De fato, só existe falsidade se acreditarmos nela. Tudo é real. Mas você não precisa ser um "deus dourado" para descobrir a realidade. Nem mesmo enfrentar moinhos!


Acho que já me estendi demais... deixa o debate pra depois!!!




Abraços,
O Capitão!








lunes, junio 02, 2008
 

noites felizes


Casimiro Mendonça abriu a porta do cortiço e viu Salete lavando no fundo do corredor, esfregando contra um tijolo de concreto as calcinhas arranhadas da noite anterior. Olho para o lado direito e percebeu um pátio ainda sem as crianças que não tinham voltado da escola. Eram onze e quarenta e três da matina e seu dia já estava acabado. Passara por doze companhias de açúcar, entre refinaria e corte e não tinha encontrado nada, nenhum emprego. Ninguém abria as portas para aquele pobre homem de meia idade e vigor da juventude. Sempre desculpas falíveis. Muito especializado, pouca experiência, cargos ocupados, entre outras incapazes de serem creditadas. Na cidade da cana de açúcar, o trabalho não era para todos e Casimiro começava a desacreditar na possibilidade de conseguir algo com suas próprias mãos.

Salete gostava de brincar de jardineira nas horas vagas. O bom mesmo era lavar roupa, esfregava contra um tijolo de concreto a imundice a alheia, passava sabão amarelo pra ver se ajudava. Nem sempre. Sempre de cócora, as saias arrastadas para dentro do seu ventre, mostravam aquelas coxas de mulher bem tratada pelo tempo e pela vida. Comia bem, gostava de rúcula, acelga, batata doce, coentro e cebolinha no feijão verde. Adorava suco de carambola, graviola ou cajá, mas não dispensava um caldo de cana se fosse o caso do acompanhamento do almoço. Era mulher pra toda hora, até debaixo d'água. Ganhava a vida vendendo prazeres para os homens de boa fé. Escolhia a dedo sua clientela, não era fácil usufruir dos seus produtos.

O cortiço era espaço para crianças, desempregados e a noite na casa de Salete também servia como centro de diversão adulta. A vida girava em torno da cachaça, do futebol com gol improvisado na porta do vizinho reclamão e uma felicidade noturna, que poucos tinham o prazer de desfrutar, mas todos imaginavam!



O Capitão

martes, mayo 06, 2008
 


Fortaleza Surreal


Hoje foi um dia bem reflexivo, daqueles de você andar de carona no carro do amigo, com a mão fazendo parede pro vento que carrega seu braço. Nessa andança, almocei com Danny Husk e falamos da banalidade do mundo contemporâneo. Resultado? Fiquei com vontade de escrever algo de novo por aqui.

A humanidade anda meio perdida... como já criticou Renato Manfredini Júnior a uma realidade posta, "amar o próximo é tão demodé". Fortaleza anda na beira do caos, tenho certeza disso. Todavia, antes que venham falar que só sei reclamar da cidade que vivo e não nasci, apenas estou a constatar o que postarei a seguir. As pessoas andam a flor da pele, a educação, na maioria dos casos mandou lembranças.

Sexta passada indo para a sessão de acupuntura eu me deparei com uma das cenas mais surreais dos últimos tempos. Estava no sinal da av. Sebastião de Abreu com Av. Pe. Antônio Thomas, sentido leste/oeste. Nesse sinal, quem está na posição que eu me encontrava de atravessar o cruzamento, necessariamente, tem seu carro posto em rampa. Portanto, necessário você usar algumas das aprendizagens básicas da auto-escola; sair de uma situação carro parado em ladeira, progredir, que assim seja!

Estacionado, com o freio de mão ativado, eu estava do lado de um gol, modelo antigo, anos 80, quadradão. A motorista vizinha, uma senhora de mais ou menos 45 anos com cara de abusada debatia fervorosamente alguma banalidade com sua amiga no passageiro, quando resolveu soltar um pouco o freio e provocar o medo do carro atrás. Um corsa sedan, bem bonitinho, carinha de novo, pedindo um arranhão, dirigido por uma dondoca daquela de brincos e colares bem espalhafatosos. A mulher nervosa, logo soltou a buzina (detalhe importante: dizem que em Fortaleza os carros tem buzina na primeira marcha, e no sensor de cruzamento). Nada estridente, apenas um alerta, caso a senhora da frente não tivesse percebido o declínio do carro.

Ora vejam, reação estupenda e surreal foi ver a mulher xingar o mundo por conta de escutar um leve "poomm" e decidir deixar o carro descer até estrondosamente ir de encontro ao pacato corsan Sedan que esparava sua vez de passar o sinal. Assustada a dondoca soltou-lhe a buzina e o alerta passou a ser percebido por todos ao redor. Só se escutou o estalar seco do carro de metal contra o plástico do mundo moderno, vulgo, o corsinha (por favor, não pense que estou a defender os carros mais novos, são apenas fatos ilustrativos e no intuito de divertir o texto). A dona do gol quadradão ainda soltou o vergo, "É pra aprender a não buzinar mais". Nessa hora o sinal abriu e ela calmamente engatou a primeira, sem buzina, e foi embora.

Eu perplexo assisti a cena de camarote, mas tinha que seguir, vi que não tinha sido cometido nenhum pecado contra a lataria do carrinho bonitinho de madame, então, segui. Fiquei a pensar, o que leva tamanha brutalidade nos dias de hoje? Será que estamos vivendo o fim dos tempos? Exagerado, quem sabe... mas é triste de acreditar que tenham pessoas do gênero. Provocam acidentes ou geram conflitos apenas porque se acham melhores ou maiores que os demais.

Para terminar deixo uma frase de Oscar Niemeyer: "e os homens mais próximos, mais amigos, iguais principalmente"

Acho que falta isso, perceber que somos todos iguais...




Abraços,
O Capitão




miércoles, abril 16, 2008
 
Um ano se passou...


Já faz um ano do melhor aniversário da minha vida. Sempre pensei que um dia teria uma festa surpresa, algo do gênero, surpreender-me com o inesperado. Foi então que eu descobri que andei prevendo muito o futuro e poucas vezes em minha vida fui surpreendido pelas ações humanas, pelas pessoas que eu amei, pelas pessoas que convivem comigo. Sempre soube exatamente que iria acontecer quando determinado telefonema do chefe demorava ou aparecia na hora inesperada. Quando a namorada ficava nervosa e aflita por contar uma coisa que estava doida para te contar a séculos... suando frio. Sempre foi difícil eu ficar admirado com as pessoas, e poucas pessoas na minha vida fizeram isso. E, naquele 16 de abril de 2007, cansado, sem bolsa de mestrado, abandonado pelo orientador que passou no concurso pra professor efetivo da Unifesp e depois de uma aula pela UVA, em Messejana; por mais que tivesse convidado Danny, Sam, Marquinhos e Raquel para comer bolo aqui em casa, nunca tinha sido tão feliz. Mainha fez um bolo maravilhoso, Raquel enfeitou o teto da casa de bolas, Sam me deu um porquinho pra guardar minhas moedas e Danny me presenteou com duas Bohemias Weizzbeer... Putz... nunca fui tão feliz no meu aniversário!!!

Hoje, a felicidade não é a mesma daquele dia... acho que não é algo para se comparar, nem se deve comparar e medir felicidade, mas almocei com pessoas que tem se tornado especiais na minha vida, recebi uma ligação de uma pessoa que não esperava mais falar comigo, e daqui a pouco meus melhores amigos vão vir para cá... Acho que encontrei a "Paz e o Arroz" que desejei nesses últimos 9 meses. Se no ciclo humano nove meses é o dia de nascimento de uma nova vida... que seja hoje o recomeçar! Ou como diria Beth Carvalho, jamais!!!


uma música para quem olha pra trás:

Recomeçar - Beth Carvalho

Acreditar.......eu não
Recomeçar.......jamais
A vida foi.........em frente
E você simplesmente
Não viu que ficou pra trás
....... .Não sei se você me enganou
Pois quando você tropeçou
Não viu o tempo que passou
...Não viu que ele me carregava
E a saudade lhe entregava
O aval da imensa dor
E eu que agora moro nos braços da paz
Ignoro o passado que hoje você me trás
E eu que agora......moro nos braços da paz
Ignoro o passado que hoje você me trás



Abraços,
O Capitão





viernes, marzo 21, 2008
 


Descobrimento do Brasil - Legião Urbana



Estou pensando em casamento, mas não quero me casar


Passei a me acostumar a ir para os lugares sozinho, voltar sozinho... agora estou tentando aprender a ficar sozinho nos lugares sem me sentir triste! Quarta-feira foi um dia desses: uma festa boa, gente alegre, música divertida e eu ansioso para ver uma alma conhecida. Fui atrás de falar até com pessoas que não vale a pena falar, mas a vontade de não ficar só era maior. Só melhorou um pouco porque o irmão do João Gabriel apareceu com a namorada e o Bruno, amigo deles. Mas o sentimento de estar só ainda era maior. Tem certas horas que você deve ter a exata noção que o melhor é voltar pra casa.

Como você é uma pessoa que não aceita voltar pra casa antes das 5 horas da matina e feliz de ter curtido uma noite com seus amigos... aquilo para você é de fato uma tristeza. Sinto falta do Danny Husk aqui nesses momentos. Liguei para as pessoas, mas as pessoas também tem outros itinerários... acho que as agulhinhas da ansiedade não estão funcionando nesse devido momento! Fui para o Bar onde discoteco nas quintas, um refúgio para quem não quer voltar triste pra casa. Acaba que você se diverte, você conhece as pessoas, conhece tudo, você está em casa... assim me sinto até nos dias sozinhos nos outros lugares que frequento, em paz!

Nessa certeza que a solidão não é porque você está só, é porque não está no seu ambiente de costume. E eu que tive que ir embora várias vezes, congressos, passeios, seleções, de ficar longe de casa, da família e dos amigos, sozinho... ainda não me acostumei com esse sentimento quando estou próximo de todos. Sinto-me inseguro quanto a essa incerteza. Ontem até falei que as vezes penso em querer namorar de novo, para ficar com alguém... carência, segundo Virgínia. Do que adianta estar com alguém se seu coração não está aberto para gostar de alguém? Será mentiras, será desconfianças... então, enquanto eu não gosto de alguém de novo, vou vivendo sozinho! Meu coração está em balanço, um fato, outro... como é difícil amar alguém, quanto mais estar com alguém!

Na lembrança, o que mais dói é a saudade de saber que já existiu amor aqui dentro... hoje existe solidão!


Abraços,
O Capitão